2009/08/26
2009/08/24
quando a coisa aperta 2
No écran instalado no palco da Maré, durante o intervalo, apresentação de animações do projecto da Pousada da Juventude anunciada há dois dias por Carlos Cesar. A politização dos eventos culturais da Regiao constituem uma vergonha para a nossa Autonomia. Haja decencia! Deixem a sociedade respirar. Deixem que os Açores voltem a ser uma região onde as pessoas possam viver sem que o poder esteja sempre, sempre, presente.
2009/08/22
resistir e ter coragem
A eficácia da perpetuação do poder é feita à custa de um exército de submissos e dependentes seguidores que estão dispostos a vender a alma e a dignidade para se manterem nos seus precários postos que só se mantêm enquanto o amo poderoso o entender.
Instrumentalizam-se pessoas, instituições e eventos numa ganância e num medo de perder o poder ao pior estilo totalitário onde só falta a apreensão dos documentos de identificação pessoal para que os cidadãos se mantenham cativos nas garras de quem os considera marionetas, que não os vê como amigos, mas como ameaças constantes.
Dificilmente se conseguem definir as fronteiras entre o público e o privado e entre os diversos níveis do poder. A legião dependente assalta as direcções das instituições e associações. Controla-as, manipula-as e suga-lhes o tutano condenando-as à morte por falta de actividade e iniciativa.
Os níveis superiores da hierarquia do poder invadem as instituições democráticas de nível mais baixo para que estas não questionem as de nível mais acima. O Governo Regional procura apoderar-se dos órgãos autárquicos municipais e estes tentam absorver os órgãos de freguesia.
No Município da Praia da Vitória não se consegue distinguir onde começa a Câmara e acaba o Governo ou onde começa o Governo e acaba a Câmara. Nas listas para as eleições autárquicas deste ano podemos encontrar para a Câmara Municipal a Inspectora Regional do Trabalho, a Directora Regional de Prevenção e Combate às Dependências e a Delegada das Obras Públicas para a Ilha Terceira a que se juntam a Directora Regional da Saúde e a Delegada de Turismo para a Ilha Terceira na lista da Assembleia Municipal.
O Governo pretende invadir a Praia e silenciá-la. Como é possível reivindicar junto do Governo o que quer que seja quando Governo e Câmara são um e um só?
Mas as confusões não se ficam por aqui. Às Juntas de Freguesia candidatam-se o Director do Auditório do Ramo Grande e o Adjunto do Presidente da Câmara, sem falar noutros nomes que ocupam cargos nas Empresas Municipais e que, por isso, foram levados a integrar as diversas listas.
A Câmara quer fazer das Juntas de Freguesia departamentos da própria autarquia abafando e aniquilando o seu poder reivindicativo a favor dos cidadãos para que passem a estar ao serviço da Câmara que por sua vez está controlada pelo Governo.
É a confusão total. É a partidarização da sociedade. É uma machadada na democracia.
A democracia corre perigo. A liberdade política do indivíduo está ameaçada.
Não queremos um regime de partido único nem queremos um poder local fantoche.
É preciso resistir e ter coragem…
2009/08/21
quando a coisa aperta
Carlos César politiza Maré de Agosto. Usa o Festival para ele próprio, em pessoa, anunciar projectos. Campanha pura. Uma vergonha.
um pequeno detalhe
O recente episódio da contaminação do combustível para abastecimento de aeronaves armazenado no aeroporto João Paulo II vem, mais uma vez, pôr a nu que a política de concentração de meios numa única ilha não serve a Região.
Apesar de, na Terceira, em consecutivas intervenções, Sérgio Ávila continuar a insistir na centralidade da ilha, o Governo a que “vice-preside” continua a definir como outra a centralidade do arquipélago, mesmo que essa centralidade seja artificial e comprometa toda a logística de transportes e o desenvolvimento equilibrado e sustentado da Região.
A pergunta impõe-se: porque não uma segunda, ou mesmo terceira, centralidade nos Açores?
Porque não aproveitar as valências existentes na Praia da Vitória (porto, aeroporto e parque de combustíveis) para que, na Terceira, se crie a segunda centralidade açoriana que daria apoio a todo o grupo central e ao grupo ocidental?
A quem é que isto não interessa?
Ao Governo? Ao Partido Socialista?
Onde estão os representantes do povo terceirense com maioria no Parlamento? A defenderem os interesses da Terceira? Claro que não! A defenderem, ou melhor, a obedecerem aos interesses de César…
A Terceira, para eles, não passa de um pequeno detalhe…