arKipélago 2.0

2009/10/29

Cinema Paradiso

Arquivado em: Uncategorized — Paulo Ribeiro @ 23:05

2009/10/28

Lisa Ekdahl – “now or never”

Arquivado em: Música — Paulo Ribeiro @ 13:46

2009/10/27

Ufa!

Arquivado em: Solidariedade Social — Paulo Ribeiro @ 23:19

Abono de Família

Há uns dias atrás um conhecido meu recebeu pelo correio a carta que se apresenta, assinada pela Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques.

A dita missiva tem por objectivo atribuir o Complemento Açoriano ao Abono de Família. Porém, o documento não se limita a comunicar a atribuição, veicula, ao melhor estilo deste governo, uma mensagem política:

Abono de Família - citação

Tudo isto para justificar esta grande aposta social que,

Abono de Família - 18 euros

Se acham pouco, não se preocupem

Abono de Família - 2010

Ufa! Estava a ver que não conseguia comer este mês!

2009/10/25

ficção no arKipélago

Arquivado em: Ficção — Paulo Ribeiro @ 22:38

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Naquela cidade viviam milhões de pessoas. Naquela cidade o trânsito era infernal. Naquela cidade as pessoas passavam umas pelas outras na rua e nem se olhavam. Naquela cidade havia gente a pedir pelas ruas. Naquela cidade o lixo amontoava-se pelos cantos. Naquela cidade as pessoas entravam e saíam dos autocarros como se fossem autómatos. Naquela cidade as pessoas acotovelavam-se sem pedir desculpa. Naquela cidade as pessoas não eram pessoas.
Naquela cidade havia uma rua. Naquela cidade havia muitas ruas. Mas esta rua era diferente. Nesta rua viviam pessoas. Nesta rua brincavam crianças. Nesta rua as mães chamavam pelas crianças. Nesta rua as crianças ouviam as mães. Nesta rua havia roupa estendida. Nesta rua viviam pessoas. Nesta rua havia janelas. Nesta rua as janelas tinham flores. Nesta rua as pessoas vinham à janela. Nesta rua viviam pessoas. Nesta rua vivias tu.
Eu vivia na outra cidade. Naquela cidade onde as pessoas não sabem que são pessoas. Um dia perdi-me. Não sabia onde estava. Perguntei a alguém, onde estou? Esse alguém, que não sabia que era alguém, não respondeu. Não olhou para mim. Naquela cidade onde eu vivia, as pessoas, que não sabem que são pessoas, não olham para outras pessoas. Estava perdido. Olhava para todo o lado. Não conseguia encontrar-me. Os prédios tinham todos janelas iguais. Quadrados perfeitos. Perfeitamente alinhados na horizontal. Perfeitamente alinhados na vertical. Era assim naquela cidade. Tudo perfeitamente alinhado. Uma rua era igual a outra rua. A mesma largura dos passeios. A mesma largura da faixa de rodagem. Os mesmos prédios de janelas quadradas perfeitamente alinhadas. Segui caminho. Fui dar a outra rua. Esta era igual a todas as outras por onde tinha passado. Igual, não, parecida. Era mais comprida. Fiquei aliviado. Afinal, nem tudo era igual naquela cidade. Foi uma sensação de bem-estar. Pela primeira vez, em muitos anos da minha existência, experimentava algo de diferente. Foi bom abrir os horizontes. Viver uma nova experiência. Enriquece-nos. Continuei pela rua parecida com as outras. Fui dar a uma praça. Um círculo perfeito. Os carros circulavam a velocidade constante e sempre com a mesma trajectória. Entravam na praça pela rua comprida parecida com as outras ruas. Davam a volta à praça. Saíam da praça pela mesma rua comprida parecida com as outras ruas. No centro da praça havia um cubo. Cada face desse cubo tinha uma janela quadrada. Uma janela quadrada igual às janelas alinhadas dos prédios das ruas parecidas com a rua comprida que dava acesso a esta praça. Fui até ao cubo. Andei à volta dele. Reparei que uma das janelas não era quadrada. Ao longe parecia quadrada. De perto era rectangular. Espreitei. Lá dentro havia uma escada. Bati à janela. Ninguém ouviu. Tentei abrir a janela. Ninguém olhou. A janela abriu. Eu entrei. Fiquei num patamar que dava acesso às escadas. Hesitei. Ganhei coragem e comecei a descer as escadas. A acompanhar as escadas havia janelas quadradas desalinhadas. Estranho. À medida que descia, as janelas deixavam de ser quadradas, passavam a ter outras formas. Comecei a ouvir um barulho diferente. Pareciam pessoas. Continuei. As escadas iam dar a uma rua.
Nesta rua viviam pessoas … Nesta rua vivias tu.

2009/10/24

post de Sábado

Arquivado em: Fotografia — Paulo Ribeiro @ 22:14

20091024-Anna TotarskaAnna Tokarska

2009/10/23

Ilhéus do Oriente XLIV

Arquivado em: Fotografia, Ilhéus — Paulo Ribeiro @ 22:00

20091024

Um paciente mental, de nome Totok, reage enquanto lhe é dado um banho na casa da Fundação Galuh, Bekasim nos arredores de Jacarta, Indonésia.

Fonte: REUTERS/Beawiharta

2009/10/22

das autárquicas

Arquivado em: Autárquicas 2009, Praia da Vitória — Paulo Ribeiro @ 18:09

Torreense

Verifiquei há minutos atrás – quando passados mais de dois meses fui ver as estatísticas do blogue – que um dos dias em que o arKipélago teve maior número de visitantes foi o dia 12 de Outubro. Porém, como será do conhecimento de todos aqueles que habitualmente entram nesta casa, o blogue esteve inactivo durante cerca de um mês tendo regressado ao vosso convívio, ontem, mas apenas com a apresentação de um clip musical que é um dos temas que constitui a banda sonora do filme “Into The Wild”, uma sugestão de uma amiga que me aconselhou a ver o filme. Excelente proposta! Há muito que não via (ou ouvia) algo tão bom.

Em todo o caso, o pico de audiências defraudadas registado a 12 de Outubro não é – arrisco-me a dizer – fruto do acaso ou uma mera coincidência. Os curiosos viewers estariam certamente à procura de alguma reacção, de algum comentário, feito pela minha pessoa aos resultados eleitorais da véspera, particularmente no que ao PSD e à Praia da Vitória diziam respeito. Nada mais natural! Lamento, no entanto, tê-los feito aqui vir em vão. Como deverão calcular, as minhas opiniões relativamente às eleições autárquicas nunca seriam tornadas públicas sem que antes as apresentasse à minha equipa e nos órgãos próprios do partido. Eu sei, são esquisitices minhas. Mas quando se pertence a uma organização como é um partido político, há que respeitar as regras. Caso contrário, o melhor é sair.

Tendo já dito tudo o que havia a dizer sobre este assunto em sede de concelhia, de ilha e transmitido as minhas posições a nível regional, julgo que devo dar o corpo ao manifesto a todos aqueles quantos, desde há alguns anos, acompanham o arKipélago. Sei que este post de hoje fará também as delícias dos comentadores de serviço, particularmente os anónimos que terão uma excelente oportunidade para terem orgasmos múltiplos de cada vez que fizerem um comentário… (tal raça estupor!)

O PSD foi derrotado na Praia a toda a linha. Perderam-se as cinco freguesias, perdeu-se um vereador e quatro lugares na Assembleia Municipal. Facto curioso, todavia, é o PSD ter um ex-Presidente de Junta reconduzido no cargo, mas por outra força partidária, e um ex-Vereador social-democrata que assume o lugar de Presidente de Junta.

Porque perdemos? Porque as pessoas entenderam que não devíamos ganhar. (lógico!)

Fez-se uma boa campanha, existia um bom programa e tínhamos excelentes candidatos. Não foi o suficiente. Para dar – como diria um nosso candidato – só tínhamos a nossa cara e o nosso trabalho. Para prometer, só tínhamos a nossa disponibilidade para servir e dedicarmo-nos à causa pública.

As coisas não nos correram de feição.

O combate era difícil e, à partida, impossível de ganhar. Desiluda-se quem pensasse que o PSD poderia ganhar as eleições. O adversário era forte, estava a acabar o primeiro mandato, tinha obra feita, tinha o poder na mão e tinha mais do que esferográficas e t-shirts para oferecer.

Nas freguesias, a tarefa não era menos ingrata. Os candidatos do PSD lutavam, não contra os cabeças de lista do PS, mas contra toda uma máquina poderosa, bem oleada e de dimensão regional que preparava estas eleições desde o dia 31 de Outubro de 2005, dia da tomada de posse de Roberto Monteiro. Alguns daqueles que venceram as eleições nas suas freguesias, tenho a certeza, ainda não devem ter pregado olho desde o dia em que souberam que teriam mesmo de ser Presidentes de Junta.

Não gostei dos resultados. No entanto, não é isso que me fará desistir. Todos sabem como aqui cheguei. Todos sabem como sou e o que me faz ter participação activa na vida pública. Estou aqui para defender causas, para defender aquilo em que acredito. Não passei a ser conhecido por ser presidente de uma concelhia ou por ter ocupado qualquer outro cargo político. Antes pelo contrário. Por isso, na concelhia ou fora dela, o Paulo Ribeiro nunca se demitirá de dizer o que pensa. Todos, dentro e fora do PSD, sabem que aquilo que eu tiver para dizer, digo. Custe o que custar. Custe a quem custar.

Não sou dono do PSD Praia. Quando os militantes assim o entenderem sairei. O meu lugar está à disposição desde o dia em que fui eleito, a 20 de Outubro de 2006. É dos militantes este partido. É para eles que trabalhamos.

Uma nota final para todas as mulheres e homens que deram a cara pelo PSD nas últimas eleições autárquicas. Obrigado por terem acreditado em nós e por terem dado a cara por um projecto que sabiam, à partida, não ser vencedor. A democracia é isto mesmo: ganhar e perder. Não precisamos ser todos vencedores. É perigoso sermos todos vencedores.

Ao Berto, ao Ferreirinha, à Fátima, à Judite, ao Clélio, ao dr. Borges de Carvalho, ao Francisco Roberto, ao Carlos Cardoso, ao sr. Alberto Laranjeira, ao Jorge Freitas, à Carla Parreira, ao Rui Espínola, ao sr. Manuel Humberto, ao Nuno, ao José Hildeberto, ao Paulo Soares e ao Francisco Costa, o meu agradecimento especial. A Praia da Vitória e o PSD ficam a dever-vos este serviço prestado à comunidade.

Deliciem-se agora. A caixa de comentários está aberta!

2009/10/21

de regresso…

Arquivado em: Música — Paulo Ribeiro @ 17:14

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