
Verifiquei há minutos atrás – quando passados mais de dois meses fui ver as estatísticas do blogue – que um dos dias em que o arKipélago teve maior número de visitantes foi o dia 12 de Outubro. Porém, como será do conhecimento de todos aqueles que habitualmente entram nesta casa, o blogue esteve inactivo durante cerca de um mês tendo regressado ao vosso convívio, ontem, mas apenas com a apresentação de um clip musical que é um dos temas que constitui a banda sonora do filme “Into The Wild”, uma sugestão de uma amiga que me aconselhou a ver o filme. Excelente proposta! Há muito que não via (ou ouvia) algo tão bom.
Em todo o caso, o pico de audiências defraudadas registado a 12 de Outubro não é – arrisco-me a dizer – fruto do acaso ou uma mera coincidência. Os curiosos viewers estariam certamente à procura de alguma reacção, de algum comentário, feito pela minha pessoa aos resultados eleitorais da véspera, particularmente no que ao PSD e à Praia da Vitória diziam respeito. Nada mais natural! Lamento, no entanto, tê-los feito aqui vir em vão. Como deverão calcular, as minhas opiniões relativamente às eleições autárquicas nunca seriam tornadas públicas sem que antes as apresentasse à minha equipa e nos órgãos próprios do partido. Eu sei, são esquisitices minhas. Mas quando se pertence a uma organização como é um partido político, há que respeitar as regras. Caso contrário, o melhor é sair.
Tendo já dito tudo o que havia a dizer sobre este assunto em sede de concelhia, de ilha e transmitido as minhas posições a nível regional, julgo que devo dar o corpo ao manifesto a todos aqueles quantos, desde há alguns anos, acompanham o arKipélago. Sei que este post de hoje fará também as delícias dos comentadores de serviço, particularmente os anónimos que terão uma excelente oportunidade para terem orgasmos múltiplos de cada vez que fizerem um comentário… (tal raça estupor!)
O PSD foi derrotado na Praia a toda a linha. Perderam-se as cinco freguesias, perdeu-se um vereador e quatro lugares na Assembleia Municipal. Facto curioso, todavia, é o PSD ter um ex-Presidente de Junta reconduzido no cargo, mas por outra força partidária, e um ex-Vereador social-democrata que assume o lugar de Presidente de Junta.
Porque perdemos? Porque as pessoas entenderam que não devíamos ganhar. (lógico!)
Fez-se uma boa campanha, existia um bom programa e tínhamos excelentes candidatos. Não foi o suficiente. Para dar – como diria um nosso candidato – só tínhamos a nossa cara e o nosso trabalho. Para prometer, só tínhamos a nossa disponibilidade para servir e dedicarmo-nos à causa pública.
As coisas não nos correram de feição.
O combate era difícil e, à partida, impossível de ganhar. Desiluda-se quem pensasse que o PSD poderia ganhar as eleições. O adversário era forte, estava a acabar o primeiro mandato, tinha obra feita, tinha o poder na mão e tinha mais do que esferográficas e t-shirts para oferecer.
Nas freguesias, a tarefa não era menos ingrata. Os candidatos do PSD lutavam, não contra os cabeças de lista do PS, mas contra toda uma máquina poderosa, bem oleada e de dimensão regional que preparava estas eleições desde o dia 31 de Outubro de 2005, dia da tomada de posse de Roberto Monteiro. Alguns daqueles que venceram as eleições nas suas freguesias, tenho a certeza, ainda não devem ter pregado olho desde o dia em que souberam que teriam mesmo de ser Presidentes de Junta.
Não gostei dos resultados. No entanto, não é isso que me fará desistir. Todos sabem como aqui cheguei. Todos sabem como sou e o que me faz ter participação activa na vida pública. Estou aqui para defender causas, para defender aquilo em que acredito. Não passei a ser conhecido por ser presidente de uma concelhia ou por ter ocupado qualquer outro cargo político. Antes pelo contrário. Por isso, na concelhia ou fora dela, o Paulo Ribeiro nunca se demitirá de dizer o que pensa. Todos, dentro e fora do PSD, sabem que aquilo que eu tiver para dizer, digo. Custe o que custar. Custe a quem custar.
Não sou dono do PSD Praia. Quando os militantes assim o entenderem sairei. O meu lugar está à disposição desde o dia em que fui eleito, a 20 de Outubro de 2006. É dos militantes este partido. É para eles que trabalhamos.
Uma nota final para todas as mulheres e homens que deram a cara pelo PSD nas últimas eleições autárquicas. Obrigado por terem acreditado em nós e por terem dado a cara por um projecto que sabiam, à partida, não ser vencedor. A democracia é isto mesmo: ganhar e perder. Não precisamos ser todos vencedores. É perigoso sermos todos vencedores.
Ao Berto, ao Ferreirinha, à Fátima, à Judite, ao Clélio, ao dr. Borges de Carvalho, ao Francisco Roberto, ao Carlos Cardoso, ao sr. Alberto Laranjeira, ao Jorge Freitas, à Carla Parreira, ao Rui Espínola, ao sr. Manuel Humberto, ao Nuno, ao José Hildeberto, ao Paulo Soares e ao Francisco Costa, o meu agradecimento especial. A Praia da Vitória e o PSD ficam a dever-vos este serviço prestado à comunidade.
Deliciem-se agora. A caixa de comentários está aberta!