2010/02/04
2010/01/28
não poderia estar mais de acordo
DEMOCRACIA – “Criou-se um sistema em que o povo vota pelas festas, frigoríficos e passeios”.
Belmiro de Azevedo, hoje, na Visão.
2010/01/25
à vontade de sócrates
Em mais uma daquelas manobras de distracção a que o Presidente do Governo nos foi habituando ao longo destes últimos treze anos, César, numa frase estudadíssima e discutida entre o exército de assessores de imprensa e adjuntos e secretários e subsecretários e administradores e porta-vozes e adjuntos de adjuntos de directores regionais, procura iludir tudo e todos fazendo a Região pensar que a verdade é a de César.
Nada mais errado.
César acusa o PSD de estar a trair os Açores colocando-se ao lado da Madeira. Aliás, César e o PS acusam o PSD de tudo quanto de errado se passa nesta Região governada por socialistas há treze longos anos.
O que César esconde é a sua subserviência a Sócrates, ao PS nacional e à vontade do Governo da República contra os Açores e contra os açorianos.
A revisão proposta da Lei das Finanças Regionais faz com que os Açores passem a receber mais de 7,4 milhões de euros do que aquilo que recebiam até agora.
César não quer. Ou melhor, Sócrates não quer, logo, César não pode querer.
Como é óbvio, o PSD Açores é favorável a este aumento de receitas para a Região. Talvez assim, com investimentos correctos e políticas acertadas, fosse possível inverter o sentido de subdesenvolvimento económico e social verificado nos Açores ao longo dos últimos anos. E não venham falar da crise porque, segundo César e associados, esta não chega aos Açores.
7,4 milhões de euros é a mais-valia que a Região terá se for aprovada a proposta em causa.
César não quer. Em vez de se preocupar tanto com a Madeira, talvez fosse tempo de começar a preocupar-se com os Açores em vez de se subjugar aos interesses de Sócrates e do Partido Socialista.
7,4 milhões de euros é tudo quanto César quer poupar a Sócrates e tirar aos Açores.
Aos Açores o que é dos Açores. Aos açorianos o que é dos açorianos.
2010/01/22
a nobreza republicana
O país político socialista, de repente, encontrou um motivo de distracção. Encontrou um acontecimento que, sem grande significado para a Nação, ou com menos significado que o caso Freeport, Face Oculta ou Universidade Independente, faz as delícias dos comentadores políticos e opinion-makers das tropas rosa que pretendem desviar as atenções dos portugueses relativamente aos verdadeiros problemas do país.
Esta sede de uma distracção tem ainda maior justificação quando em causa está um ex-Primeiro Ministro social-democrata e um Presidente da República (oriundo do mesmo partido) em vésperas de eleições presidenciais onde já existe um candidato a candidato assumido que conta, para já, com o apoio do Bloco de Esquerda e que se prevê venha a contar com o apoio de muitos colunistas que só não militam no BE porque aí a teta está seca.
Mas voltando às condecorações.
Deixo-vos aqui duas personalidades condecoradas pela República Portuguesa que são exemplos de vida e acção democrática a seguir.
Hugo Chavez – Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique atribuído a 12 de Dezembro de 2001 pelo Presidente Jorge Sampaio.
José Eduardo dos Santos – Grande-Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada atribuído a 9 de Março de 1996 pelo Presidente Mário Soares.
Fica ainda aqui o link para a página oficial da Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas onde estão registados todos os nomes dos portugueses agraciados pelos sucessivos Presidentes da República desde 1975 a 2007. Divirtam-se!
2010/01/21
instalou-se o caos
Instalou-se o caos! Não foi nenhum terramoto, nem se iniciou uma guerra, nem tão pouco Carlos Cesar anunciou a demissão da liderança do PS. Hoje é tão só Dia de Amigos no Royal Pizza. Será que vou conseguir almoçar?
2010/01/20
2010/01/19
aprofundar a democracia

Finalmente! Parece que é desta que vai ser feita alguma coisa no sentido de combater a abstenção. A edição on-line do semanário Sol avança com a notícia de que esta é uma das medidas previstas nas Grandes Opções do Plano para 2010. O arKipélago regozija-se com esta iniciativa que, a concretizar-se, poderá dar um valioso contributo ao nosso sistema democrático.
No entanto, o aprofundamento democrático não se esgota no simples acto de votar. Portugal não é uma democracia só porque os portugueses elegem os seus representantes através do voto. Outros países o fazem, ou fizeram, e, lá por isso, não podemos dizer que a democracia seja, ou tenho sido, a inspiração reinante. Hugo Chavez foi eleito, José Eduardo dos Santos foi eleito, Hitler foi eleito…
É preciso que os eleitores se revejam nos seus representantes. É preciso que os eleitores se sintam verdadeiramente representados pelos seus eleitos. E aí… estamos muito longe de se fazer cumprir Abril…
2010/01/17
alegre candidato
Manuel Alegre anunciou, este sábado, a sua disponibilidade para ser o candidato das esquerdas à Presidência da República em 2011. O putativo candidato assume-se como o porta-voz “de todos aqueles, de todos os quadrantes, que desejam a mudança num outro sentido e que querem ver renascer a esperança num Portugal sem bloqueios, um Portugal que valha a pena, um Portugal de todos”.
É preciso não esquecer, no entanto, que o mesmo Manuel Alegre foi o homem que nas últimas eleições legislativas, em contradição e incoerência absolutas, apoiou José Sócrates e as políticas que tanto criticou.
Portugal não pode compadecer-se com estas soluções de extremismo de se ser candidato só porque é preciso derrotar a direita. Portugal precisa de um presidente seguro das suas convicções e que num dia não seja o arauto da esquerda radical contra a esquerda moderada e no outro apoie a dita esquerda moderada tantas vezes por si criticada e condenada.
(a fotografia data de 19 de Setembro de 2009 durante a campanha eleitoral para as últimas eleições legislativas)
2010/01/04
2010/01/01
já lá vão 30 anos…
Já lá vão trinta anos… Três décadas completas desde o terramoto que fez estremecer violentamente a terra que amamos e onde queremos viver e morrer. A 1 de Janeiro de 1980, dia de Ano Novo, dia em que tradicionalmente se renovam votos e se projectam sonhos para o novo ano.
Nessa primeira tarde do Novo Ano, eram 15h42m, os sonhos transformaram-se em pesadelo e a tragédia varreu a Terceira, São Jorge e a Graciosa deixando um rasto de destruição que, por momentos, se julgou irreversível.
No entanto, os terceirenses não viraram as costas ao momento mau que viviam. Olharam-no de frente, enfrentaram-no, arregaçaram as mangas e, com a ajuda de todos, num raro momento na história da ilha em que todos trabalharam no mesmo sentido, a ilha renasceu e reergueu-se dos escombros.
Não posso deixar de referir o importante papel desempenhado pela Força Aérea Portuguesa no resgate das vítimas, particularmente em São Jorge e na Graciosa. Fica um excerto de uma caderneta de voo de um dos militares que durante esse período participou nas missões de resgate.






